terça-feira, 25 de maio de 2010

PROJETO DA MONOGRAFIA-EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE: PERPECTIVAS SOBRE A INCLUSÃO

1. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa cujo título, “Inclusão: O despertar de Uma Nova Sociedade”, tem como finalidade evidenciar a inclusão como prioridade para portadores de necessidades especiais, enfatizando o processo histórico da Inclusão, destacando a sua conceituação e as tentativas governamentais e não-governamentais para incluírem as pessoas portadoras de deficiências na sociedade.
Por ser um tema envolvente, sobretudo nessa primeira década em que os governos se posicionam a favor da inclusão abrindo espaços para as pessoas portadoras de deficiências, vítimas, até pouco tempo do preconceito das outras pessoas, percebe-se claramente a necessidade de aprofundar e evidenciar a trajetória desse processo. Para tanto, esse trabalho divide-se em quatro capítulos, com apresentados a seguir:
O primeiro capítulo, “Histórico da Educação Inclusiva”, traça trajetória de inclusão desde os primórdios, abordando o processo de inclusão social como proposta de atender às necessidades das pessoas portadoras de deficiências, abrindo novas perspectivas de vida. Ao serem excluídas do convívio social passam a freqüentar as chamadas “escolas especiais”. O propósito é reavaliar todo o contexto social.
O segundo capítulo, “Escola: Ambiente de Inclusão”, perscruta o interior da escola apresentando experiências bem sucedidas de inclusão, inclusive no Estado de Goiás, em que estas passam a servir de modelo para outras. Este capítulo assume um caráter intrínseco ao tratar de vivências do cotidiano, em que o portador de necessidades especiais passa a ser valorizado como pessoa.
O terceiro capítulo, “Escola Inclusiva, formação de professores e Relação entre Psicopedagogia Institucional faz uma reflexão sobre a que a escola se propõe para atender os portadores de necessidades especiais, evidenciando dessa forma à capacitação de profissionais para a inclusão. Ao tratar da relação entre a Psicopedagogia Institucional em relação ao tema proposto, a intenção é interar-se como o psicopedagogo poderá atuar.
O quarto capítulo, ‘Estudo de caso nas Escolas Inclusivas em São Miguel do Araguaia’, será feito o estudo de caso nas Escolas inclusivas de São Miguel do Araguaia”, nas quais será feita uma análise da inclusão quanto à integração das pessoas portadoras de necessidades especiais na rede regular de ensino e também na sociedade em geral. Essas instituições foram desafiadas a criarem programas ou serviços que disponham a atendê-las permitindo-lhes a sua sociabilização. Para isso o estudo vai se basear na visão de Piaget e Vygotsky.
E de acordo com o enforque dado, a pesquisa se delineará na fundamentação do tema a partir de um estudo criterioso, em que as bases desse estudo se configurarão numa vasta bibliografia.
Capítulo Um
1.1 A educação inclusiva - abordar sobre o que é a educação inclusiva, papel da escola, papel do professor.
Capítulo Dois
1.2 O aluno deficiente e o processo de aprendizagem, abordando sobre o perfil do aluno, as estratégias de inclusão, programas que beneficiam, as condições de acessibilidade do aluno, as metodologias pedagógicas.
Capítulo Três
3. Metodologia - apresentando o tipo e a natureza da pesquisa.
Capítulo Quatro
4. Resultados – discorrendo sobre os resultados conhecidos da pesquisa e as reflexões sobre o tema.
5. Referências

1.1 JUSTIFICATIVA

Espera-se que esta possa ter influência para quem lê-la, e que possibilite ganhar experiência e promover a discussão sobre a clientela assistida nas Escolas Inclusivas. Será de grande relevância estudar, buscar, pesquisar essa causa tão envolvente. Contribuirá principalmente para os professores que de alguma forma estão preocupados com a Inclusão na sociedade. Seja através da bibliografia, seja através de temas abordados.

1.2 PROBLEMÁTICA

Percebe-se que as pessoas com necessidades especiais ainda estão excluídas do sistema educação, buscando processos bilaterais para equacionar problemas, decidir sobre soluções efetivas e equiparação de oportunidades para que se tornem membros da sociedade e tenham oportunidades eqüitativas.

1.3 HIPÓTESE
Quais as dificuldades que as escolas enfrentam em implementarem programas de acessibilidade e ações que favoreçam a inclusão dos alunos com necessidades especiais?
Quais as dificuldades que professores lidam para incluir os alunos com necessidade especial?
Que programas de acessibilidade e quais ações podem favorecer a inclusão social?
2 OBJETIVOS
2.1 GERAL
Analisar o fenômeno da educação inclusiva, refletindo sobre os programas e ações de acessibilidades implementadas no ambiente escolar.

2.2 ESPECÍFICO
1. Sensibilizar a gestão escolar para adotar programas e ações que possibilitem a educação inclusiva
2. Sensibilizar os professores e os atores que trabalham na escola sobre a importância do papel de cada um na educação inclusiva.

3 REVISÃO DA LITERATURA

Segundo Sassaki (1997) a sociedade deve garantir espaços a todas as pessoas e fortalecer as atitudes de aceitação das diferenças individuais e de valorização da diversidade humana priorizando sempre a importância do pertencer, da convivência, da cooperação. Todas as pessoas poderão contribuir para que as condições de vida sejam comunitárias, mais justas, saudáveis e satisfatórias.
Para Mantoan (1997), a pessoa portadora de deficiência é uma parte da sociedade, sim. Está vivendo em sua família, possui possibilidade de educação e reabilitação, passa seu lazer com pessoas próximas. É parte desta sociedade, vive dentro dela e interage com os outros elementos da mesma, entre outros (ALMEIDA, 2004). A pesquisa se justifica pelo fato de englobar uma categoria de profissionais da educação que atuam nas instituições escolares e participam com essas pessoas dos seus dramas e conflitos, como visto no trecho abaixo:

As grandes inovações estão, muitas vezes, na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências, senão aquelas que dão brilho e vigor ao debate das novidades (MANTOAN, 1997, p.44).

Apostar nessas inovações será o caminho mais seguro para a efetivação da escola inclusiva. Quando professores das mais variadas diversidades (re) descobrirem o valor de ensinar através da troca, reconhecendo seus alunos como seres capazes de realizações, interagindo com as famílias na busca por soluções de seus problemas familiares, os quais interferem diretamente na sala de aula.
Tornar-se fundamental, obter o apoio em todos os setores da escola na realização de tarefas conjuntas e garantindo a participação dos alunos nas decisões de sala de aula, estaremos construindo não apenas a escola que irá atender ao portador de necessidades educativas especiais, mas a escola que atenderá a todos, ou seja, é uma escola inclusiva, destaca o trecho abaixo:
A inclusão social pode ser definida como: o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir em seus sintomas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumirem seus papéis na sociedade (SASSAKI, 1997, p. 41).

Ainda segundo Sassaki (1997), a inclusão social “é um movimento simultâneo, duplo, de reciprocidade, de aliados, de parcerias e não mais de favor, de caridade, mas uma questão de direitos, uma questão até de justiça social, para que todos possam fazer uma sociedade modificada” ( p. 50 ).
Sobre inclusão social, muitos estudos têm nos mostrado que o início desse processo deve começar no âmbito familiar, pois a família será fundamental na realização do pleno desenvolvimento e implantação desse processo.
O papel da sociedade em geral é modificar concepção de integração em que as escolas, empresas, programas, serviços, ambientes físicos e etc., possam acolher todas as pessoas que ao serem incluídas nessa sociedade em modificação, venha ser atendida nas suas necessidades, comuns e especiais.

4 METODOLOGIA
A produção de conhecimento na metodologia qualitativa mostra a possibilidade de resgatar a unidade e a complexidade do objeto humano, como também revela a impossibilidade de congelar esse cenário. Praça e Silva (2003) explicitam que as abordagens qualitativas asseguram obter dimensão mais ampla e verticalizada dos fenômenos envolvendo a experiência humana. Torna-se vital que o pesquisador cite outros pesquisadores que tratam do mesmo tema e que utilizam a mesma metodologia, comparando o seu estudo com outros semelhantes, mostrando o quanto o tema é relevante.
Minayo (2003) destaca que na metodologia qualitativa pesquisador e pesquisados são agentes simultâneos. Portanto, desvela significados individuais, oportuniza a expressão e compartilhamento do pensar e sentir de toda a coletividade. Analisá-las exige habilidade de manipulação e cuidado. É importante checar-se se o que foi entendido pelo pesquisador é compatível com o significado do discurso do participante da pesquisa.
A autora defende uma alternativa para essa lacuna, adotar o pensamento sistêmico, forma de ver a realidade de modo articulado. É uma proposta de percepção do mundo que contrapõe à visão unidimensional, buscando a interação e a comunicação entre diferenças e oposições.
Não é possível compreender o comportamento humano ignorando o significado que aquele que comporta lhe atribui, assim como não é possível compreendê-lo apenas com as interpretações daquele que o investiga. Por isso a postura dialética de incorporar e não de reduzir as diversas verdades do contexto social na construção do conhecimento é a que melhor atende a pesquisa qualitativa.
Considerando o objetivo geral desta monografia, que é apresentar a importância de despertar o interesse da criança pela literatura como forma de estímulo ao processo de aprendizado, optou-se pelo modelo de pesquisa exploratória. Este tipo de pesquisa buscar proporcionar familiarida¬de ou uma nova visão do problema pesquisado, facilitando sua compreensão. Seu planejamento é flexível, de modo a possibilitar a consideração dos vários aspectos relacionados ao objeto de estu¬do. Abrange todo um estudo bibliográfico, revisão de textos e pesquisas sobre o tema.
A investigação tipo estudo exploratório possibilita o alcance dos objetivos propostos neste estudo (GIL, 2002). Este tipo de pesquisa permite a compreensão de uma dada realidade, tendo como ponto de partida as descrições acerca de suas características e do posterior levantamento de reflexões referentes a essa experiência, bem como oportunizar ao pesquisador faça um diário de campo sobre as pesquisas feitas sobre o assunto.

5 CRONOGRAMA
2010
Atividade Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Levantamento Bibliográfico X X X
Redação da monografia X X X X X
Revisão do texto monográfico X X
Apresentação da monografia X

6. REFERÊNCIAS
ALMEIDA, M.A.; SOUZA, D. (org). Temas em educação especial. São Paulo, Editora da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, 1995.

CARVALHO, E. N. S.; MONTE, F. R. F. A educação inclusiva de portadores de deficiências em escolas públicas do DF “In GOYOS, C.J.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas S/A, 2002.

LEI nº 9.394, de 20/12/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

MANTOAN, M. T. E. et al. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon/ SEMAC, 1997.

MINAYO, M. C. Introdução ao desafio do conhecimento. In O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em Saúde. São Paulo: HUCITEC, 2006. p.21-34.

PRAÇA, N.S.; SILVA, I.A.. Rigor na pesquisa qualitativa em enfermagem. In PRAÇA, N.S.;
MERIGHI, M.A.B. Abordagens teóricas metodológicas qualitativas: a vivência da mulher no período reprodutivo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. p. 5-13.

SASAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA 1997.

UNESCO. The Salamanca Statement and framework for action on special needs educacion. [Adotada pela Conferência Mundial sobre Educação para Necessidades Especiais: Acesso e Qualidade, realizada em Salamanca, Espanha, em 7-10 de junho de 1994]. Genebra: UNESCO, 1994 a p.47.